"A poesia é o eco da melodia do universo no coração dos humanos." (Rabindranath Tagore)


Não precisas querer nada,
ela te diz o que deve ser visto,
tinge o horizonte de esperança
e ri com a tua surpresa,
mas depois disfarça
como se ficasse envergonhada.
 

A tarde é ainda donzela,
vive encontrando cores
como se as semeasse
por cima dos montes,
dos vales em profusão
e recolhendo-as,
voltasse a pintar
com tons mais suaves,
formas delicadas que a noite recolhe.

Amo a tarde que se faz menina
para ser admirada
e brinca com meu coração enamorado,
namorando-o.
Bebo em suas mãos
o brilho suave do seu olhar.

A tarde veste verde.

 
 
José Luongo da Silveira
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