"A poesia é o eco da melodia do universo no coração dos humanos." (Rabindranath Tagore)

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Deusa das águas

Hei de me casar
com esta menina,
quando ela passa
ilumina a praça
com seu andar.
 
Até o vento
que se disfarça
lhe traz segredos,
sussurra manso
nas suas faces
quantos gracejos.
 
Menina moça,
leva consigo
este meu olhar,
porque seu jeito
é a mesma a causa
do meu penar.
 
O seu sorriso
apagam todos
os meu cansaços.
Fico pensando
como seria
tê-la em meus braços.
 
Vestido rosa
do meu agrado,
e os cabelos
oscilando ao vento,
desarrumados,
esvoaçados.
 
Se chama IARA,
quero-lhe atenta
aos meus desejos,
quando passa
se desfaz
num balanço
que me enlaça.
 
Sobre o que sinto
não sei se calo
ou se falo,
se falo (ou não)
ela me desperta
e só ao sabê-lo
eu me desfaço
ao seu regalo
 
sossega morena,
espera confiante
que a noite é pequena
e eu não lhe falho,
um dia em seu peito
encontro agasalho.
 
Sossega pequena,
seu carinho é abrigo,
embala seus sonhos
e serei todo ouvidos,
que na viagem da vida
meu destino é consigo.

José Luongo da Silveira

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